sexta-feira, 3 de outubro de 2014

150 professores já contratados perderam o lugar, o que vale a palavra do ainda ministro?



"150 professores já contratados perderam o lugar





De um total de cerca de 900 docentes recrutados através da bolsa de contratação de escola e que estão a dar aulas desde 15 de setembro, há 150 que ficaram agora sem lugar, como consequência da reordenação das listas. Crato tinha prometido que ninguém seria prejudicado.

O ministro da Educação prometeu que nenhum dos professores já colocados através da Bolsa de Contratação de Escola (BCE) iria ser prejudicado e que o seu lugar se mantinha, mesmo que a reordenação das listas levasse a concluir que outro docente é que teria direito a esse lugar. As listas estão refeitas, desta vez com base na fórmula correta, segundo o Governo, mas há cerca de 150 colocados a quem foi mesmo retirado o lugar."




Será? ou será que os professores têm de recorrer à justiça?


Para memória futura:







Pela desonestidade, por faltar à palavra dada, por atirar responsabilidades para cima das direções, pela falta de respeito pela vida dos professores e dos direitos legalmente consagrados, depois de um pedido de desculpa e uma demissão:





Haja coragem, Demissão já!



A BCE é exequível?


Professores contratados/ candidatos e Direções de Escolas e Agrupamentos de Escolas depressa perceberão o porquê da Bolsa de Contratação de Escola não ser exequível, se é que ainda não perceberam.

Já todos entenderam.




Chega de "trapalhadas" de concursos de BCE's e CE's, para quando um concurso único, com uma lista única, ordenada unicamente pela graduação, que sendo igual para todos e facilmente comprovável é sem dúvida a mais justa de todas.

2 comentários:

  1. Os tempos mudam e não se pode tomar nada por garantido e neste caso, ainda bem que há critérios justificados consoante as necessidades das escolas. Quantos e quantos docentes com elevada graduação profissional se deve apenas ao acumular constante de tempo de serviço -acaba por ser sempre os mesmos a serem colocados-, e não propriamente à nota final de curso ou devido a outros critérios, e muitos destes nem sabem manusear um computador na era da tecnologia. Se for mesmo intenção de promover a qualidade do ensino então, sejam honestos e admitem que não é a o tempo de serviço que garante competência para ensinar. Não é uma questão de idade, não, é uma questão de "estofo" de quem tem os conhecimentos e sabe transmiti-los. Já vi muitos experientes incompetentes e muitos inexperientes competentes. Se for intenção de promover qualidade de ensino, estes concursos por critérios fazem todo o sentido, ao contrário da PACC que é uma inutilidade. Assim, todos os concursos até os nacionais, deviam-se reger por critérios claros, objetivos e atempados para a escolha do candidato mais adequado, porque isto obriga os docentes a atualizarem seus conhecimentos continuadamente e não encararem a sua GP como garantia de empregabilidade, com efeito esta reciclagem de conhecimentos permite melhorar o ensino em Portugal.

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  2. Só a graduação profissional permite clareza e rigor, pode não ser completamente justa, mas é a mais justa, é facilmente comprovada e transparente. Quem tem maior graduação, já teve menos, começou por baixo, teve de se sujeitar a muita coisa, coisas que parece que alguns agora já não se querem sujeitar, preferindo inventar critérios à medida para satisfazer as suas necessidades e de primos e amigos. Tais critérios são tal como a PACC mais uma forma de exclusão e funcionam como um filtro que se ajusta às necessidades dos órgão decisores. Estes concursos são uma verdadeira aberração. Temos de começar a pensar como um grupo, uma classe unida e coesa.

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